domingo, 17 de agosto de 2008
Hidden&Desired pt;9 - MSN
Luke e eu somos amigos e nada mais. Só amigos, e eu não sei se tenho o coração dele. Espera um instante: PORQUE EU QUERIA TER O CORAÇÃO DELE? Era complicado parar e pensar sobre isso... Eu ficava com dor de estômago, minha barriga inchava, e eu precisava ir ao banheiro só depois de dois dias.
Ele viajou para ver sua mãe que estava no hospital e me disse com todas as palavras para manter contato nos próximos dois dias. Contato? Ele quer me matar? Já está sendo dificil lidar com o fato de que eu preciso saber o que eu sinto de verdade por ele, e com a ânsia de saber o que ele sente por mim. Que diabos ele sente por mim??? Minha cabeça girava e eu perdia o controle dos meus olhos. Estavam embaçados. Seriam lágrimas? Não sei e prefiro não saber.
Eu estava sentada a poucos metros da mesa do computador quando eu ouço o "tim tim" do MSN me chamando. Seria quem?
Luke diz: Nathália!
Nancy diz: Vc nunca me chamo de Nathália antes. ¬¬"
Luke diz: AH, é pq Nancy eh mais simples.
Nancy diz: Hai ai. ¬¬"
Luke diz: Iae godinha, como c tah?
Nancy diz: Normal... Meio cansada, mas faz parte! hueuhehuehue
Luke diz: Minha mãe tá bem, vai passar mais uma noite aqui no hospital e eu vou ajudar meu pai e meus avós aqui a lidar com a situ.
Nancy diz: É realmente o melhor que vc pode fazer.
Luke diz: Aff... To cansadão. Escapei só pra falar com você.
Nancy diz: Ah, Lucas, eu esqueci de te mandar...
Luke diz: Mandar? O que?
Nandy diz: Fique ON que você vai ver.
LUKE ESTÁ ON-LINE
Luke diz: Passa.
ENVIO CONCLUÍDO
Luke diz: :$
Nancy diz: Cantei essa música porque me lembra do dia que eu falei pra você que ela era especial pra mim. Minha voz tá meio estranha porque eu cantei meio rouca mas...
Luke diz: Hot... Porque essa música é especial pra você?
Nancy diz: Porque sempre que eu canto eu canto para alguém.
Luke diz: E pra quem você canta?
Nancy diz: Atualmente?
Luke diz: Sim...
Nancy diz: Eu acho que você sabe pra quem...
Luke diz: Não sei... Acho que sei, mais nao tenho certeza.
Nancy diz: You make me so hot, make me wanna drop, you're so ridiculous, i can't barely stop. I can't hardly breathe, you make me wanna scream, you're so fabulous.. you're so good to me, baby.
Luke diz: :$
Nancy: :$:$:$
Luke diz: Er... Domingo festaaa! huauauhuahua. Quer ir não?
Nancy diz: É uma boa... uhehuheuuhue
Luke diz: Ótimo. Quando eu chegar, vou me arrumar e nós vamos.
Nancy diz: Festa de quê? oO
Luke diz: Sei lah, boa pergunta.
Nancy diz: Ok, então. Ate amanha, luv. Tenho que ir, estudar.
Luke diz: Humm.. sei sei. auauhhuahauhua.. Bju, babe.
Nancy diz: Bjuu. Luv u.
Luke diz: Luv u too.
Festa amanhã... WOW. Bom, eu não estava no humor, mas eu vou! Não é por causa dele... Isso eu garanto. :$
[FIM DA PARTE IX]
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Hidden&Desired pt;8 - Eu volto por você

O céu de sexta a noite estava estrelado como em boa parte das noites do Rio de Janeiro. Meus pensamentos estavam revirando o meu mundo interno de cabeça para baixo, e isso estava me deixando desânimada, sem graça. Eu não sinto nada por Luke, não posso sentir. Quero dizer, posso sentir, mas eu não tenho certeza se devo. As coisas estavam cada vez mais legais e cada vez mais dificeis entre nós dois, pois ele oscilava o tempo inteiro entre feliz e triste, e isso estava me deixando muito esquisita. É incrível o efeito que ele passa pra mim de tranquilidade e paz, mesmo com todos os problemas de meu pai vindo a tona.
Luke estava sentado no sofá da sala de estar olhando para suas mãos. Seu rosto estava sério, com um olhar curioso, singélo. Ele não havia notado minha presença, até que eu esbarrei na cadeira em minha frente. Retardada. Nem uma cadeira eu conseguira desviar.
- Nancy!!! - ele exclamou. Nesse momento, seu olhar se voltou para mim, e em questão de segundos, ele sorriu. Mas não foi um simples sorriso... Sua buchecha se contraiu, dando um ar de felicidade e seus dentes a mostra, como se tudo que ele queria tivesse acontecendo, e o principal: seu olhar. Ele me olhava como se eu fosse a pessoa mais importante da vida dele, como se... Como se ele realmente me amasse.
Gelei.
- Nancy, tudo bem? Você parece pálida. - Luke perguntou.
Percebi minhas buchechas coradas, mais ignorei, e lerdamente sorri de volta para ele.
- Luke, er... Eu preciso te contar algo... - eu estava em pânico. Eu não queria falar nada para ele, eu só queria TER UM MOTIVO para falar alguma coisa para ele.
- Ah! Eu também quero te dizer uma coisa...
- Fale primeiro - eu falei.
- Eu vou viajar daqui a duas horas. Minha mãe está melhorando, e eu quero está do lado dela. Mas é só por dois dias.
- SÉRIO? - perguntei, desapontada. Eu queria tanto passar o fim de semana com ele.
- Sério. Não se preocupe, eu vou estar de volta para te ajudar com as coisas domingo, se é com isso que você está preocupada. Aliás, domingo a noite eu vou pra uma festa de um brother meu... Já sabe não é? - ele riu evergonhado, com um sorriso sarcástico.
- Sim. - dei risada. - Mulheres hein? - ri mais ainda, mesmo com uma pontadinha dentro do coração.
- É. - ele disse envergonhado. - Mas, voltando... Você vai entrar no msn não é?
- Porque?
- Ah, para eu poder me comunicar com você. - Ele ficou encabulado, sem graça.
- Claro que entro, e me dê notícias de sua mãe.
- Certo, Nan, deixa eu ir arrumar minhas coisas... Eu já estou atrasado! - ele riu.
Me deu um beijo no rosto, um abraço, e eu o desejei uma boa viagem. EU NÃO ESTOU APAIXONADA POR ELE.
Hidden&Desired pt;7 - Climas
Parte VII
"Senhorita Morgan,
temos o prazer de informar-lhe que o seu pai estará saindo da prisão no fim da tarde do dia 03/09/08.
Você terá que comparecer ao tribunal para prestar depoimento sobre a queixa que a Senhorita deu a doze anos atrás de abuso sexual/ pedófilia/ homícidio.
Garantimos que o preso não poderá machucá-la verbalmente, nem poderá machucá-la fisicamente.
Espero que compareça ao tribunal final do seu pai, Sr. Marcelo Queiroz Da Silva Morgan.
Atenciosamente,
Luíz Inácio Carvalho do Preu, Juíz."
Não podia acreditar no que estava lendo. Não podia ser verdade. Meus olhos encheram de lágrimas e parecia que o meu mundo, o mundo que eu me resguardei e me fechei, recusando-me a lembrar do meu passado, tinha acabado de cair e se chocado com o mundo real.
Eu não pude conter as lágrimas que desciam sem se conterem. Eu estava perdida, simplesmente não conseguia pensar em o quão importante aquilo seria para mim, ou para Marcelo. (Não conseguia chamá-lo de pai.)
Luke estava perpléxo. Não fazia nada, além de desviar o olhar. Eu não entendia porque ele não estava conseguindo me olhar, ou então ignorava o fato de que eu existia. De repente, quando ele viu que eu estava me acalmando, ele perguntou:
- Nancy, o que aconteceu?
- Er... - eu não sabia o que diria para ele. A verdade? Será que eu já podia confiar nele assim, tão rápido? - Luke, eu não sei se devo dizer... É muito pessoal.
- Nancy, confie em mim. - ele olhou diretamente nos meus olhos. - Aliás, você me deixou curioso com isso tudo. O que você fez, mocinha?
- Luke, não é brincadeira. - falei séria. - Eu não sei se posso te contar. Acho que seria melhor a gente parar por aqui.
- Ah, não! Logo quando estava ficando interessante? Vamos Nancy, largue de besteira - ele pegou no meu queixo - você sabe que eu não faria NADA com você... Ao contrário, eu não quero fazer NADA com você... Nem sexo, não adianta insistir. - ele riu maliciosamente, me fazendo dar uma risadinha.
- Certo, então. - eu falei, suspirando, e limpando as lágrimas, que já estavam secando, do meu rosto. - Eu fui molestada por meu pai quando eu tinha 8 anos, logo depois que ele matou minha mãe. E agora, eu estou sendo chamada para o tribunal, onde vão ver se retiram a pena de prisão perpétua, e diminuem a setença.
A cara de Luke estava branca. Branca feito papel. Eu nunca tinha visto ele tão pálido do jeito que estava agora. Ele pegou em minha mão.
- Você quer que eu vá com você? - ele sorriu de um jeito calmo, e me passou bastante tranquilidade.
- Você faria isso por mim? - eu sorri. Não pude conter uma lágrima que descia vagarosamente pelo meu rosto.
- Claro, Nancy! Você É a minha melhor amiga. - ele me abraçou e limpou a lágrima que havia caído do meu rosto. Nesse momento, nossos lábios quase se tocaram, de tão perto que ele chegou do meu rosto, mas rapidamente ele se afastou.
Ele rispidamente levantou-se da minha cama sem graça...
- Nancy, er... E-eu preciso ir - gaguejou. - Me desculpe... Depois nós conversamos. - deu um sorriso falso e saiu.
Que diabos está acontecendo com ele?
[Fim da PARTE VII]