domingo, 25 de maio de 2008

Hidden&Desired pt;6 - Olhos


Parte VI:

Eu estava deitada em minha cama, sem nada para fazer. Imaginei que o mundo inteiro ao meu redor tinha sumido e só tinha eu e mais ninguém. Comecei então a meditar.
De repente, alguém abre a porta.

- Nancy? - diz a voz. Eu não sabia quem era, meus olhos estavam fechados e eu não estava no humor de abrí-los.
- Meditando. - respondi com uma voz áspera e cortante. - Não me atrapalhe.
- Desculpe... Eu queria falar com você. - disse a voz. A voz não me era estranha. Estava chorosa, diferente da de costume. Era Luke. Abri os olhos imediatamente antes que ele fechasse a porta.
- LUKE! -berrei. - O que aconteceu?

Os olhos de Luke estavam inchados, e ele parecia mostrar com um grande esforço que não estava chorando. Haviam cartas nas suas mãos e ele parecia estar preocupado.

- Er... Correspondência. - sorriu falsamente. - Chegaram três cartas para você. Engraçado, que tem uma da delegarcia municipal.
- Certo, valeu. E porque você está chorando? - eu perguntei. Ele corou e disfarçou.
- Eu não estou chorando... Tome suas cartas. - friamente, ele as jogou sobre meu colo. Deu meia volta em direção da porta e rispidamente, abriu. Antes que ele fechasse, eu falei:

- Ok, freezer. - eu falei rispidamente. - Se você não quer me falar, tudo bem. Agora pode sair do meu quarto "sem me informar", porque eu não quero ninguém me tratando mal. Se quer falar comigo, então fale, mas se quer ser um freezer, vá para cozinha.
- Começou o drama. - ele emburrou. - Sério, Nancy. Eu não estou no humor para seus dramas.
- Drama!? - perguntei irônicamente. - DRAMA!? Quando eu te chamo de freezer, eu não estou estou sendo dramática. As vezes você é tão gelado que congela qualquer um.
- Não fale isso... - falou ele tristemente.
- Eu estou falando sério, mas não quero que você fique triste. Eu já me acostumei, quero dizer, não gosto, mas já me acostumei.

Quando eu disse isso, ele abriu um saorriso sem graça. Deu meia volta e me abraçou e me deu um beijo no rosto. Eu poderia jurar que os seus lábios quase tocaram nos meus, mas acho que deve ter sido impressão minha, ou então deve ter acontecido sem querer. Mesmo assim, eu não deixei de corar.

- Nan? - ele me chamou, mesmo eu estando do lado dele. - Eu vou te contar... - ele falou, com pausa em suspiros.
- Pode falar.
- M-minha mãe, ela teve um infarto e está no hospital - ele desabafou.
- Luke, eu sinto muito... - eu não acreditava no que estava ouvindo, pobre Luke. - Tem algo que eu possa fazer por você? - nesse momento, comecei a abrir as correspondências que estavam no meu colo.
- Não, não precisa. Eu quero ficar um momento sozinho... Não sei se vou ter coragem de ir no hospital de qualquer jeito.

Eu abri o envelope enviado pela delegarcia. Eu não acreditava no que estava vendo.

Fim da PARTE VI.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Hidden&Desire - pt;5 - Esclarecimentos


Parte V:

Abri meus olhos com um pouco de dificuldade. Tinha demorado para dormir na noite passada com medo de ter o mesmo pesadelo do ônibus. Acho que peguei no sono umas 4:30 da manhã, olhando para Luke preocupada e com pensamento no sonho. Acordei como há muito não me ocorria. Um beijo quente na testa, uma paz...no meu quarto... minha cama... Seus olhos de mel, que brilhavam mais ainda com a luz do sol vinda da janela, pareciam entrar pelos meus olhos castanhos querendo dizer alguma coisa.

- Bom dia, Luke. - eu disse, com uma voz rouca e um sorriso meia-lua.
- Bom dia, Nan. - ele sorriu. - Desculpe ter te acordado, não foi a minha intenção.
- N-não tem problema, - gaguejei, tentando sorrir - eu estava mesmo querendo ver você. Está melhor?
- Sim. - ele corou. Queria poder adivinhar o que ele estava pensando. - Eu acho que sim, e graças a você, não é?
- Er... - comecei. - Eu fiz o possível. Você chegou nervoso... E...
- E o quê? - perguntou, calmamente. Minha voz tinha falhado. Não poderia dizer pra ele que ele tocou em meu rosto fazendo-me tremer.
- E vomitou. Fiquei preocupada. - disfarcei.

Ele, que estava na porta no início da conversa, voltou e sentou-se na beira de minha cama.

- Acho que não foi uma noite das melhores... Pra nenhum de nós, pelo visto. Afinal... além de voltar sozinha, você ainda teve que limpar meu estrago. - disse, meio sem jeito, com o rosto já vermelho como um pimentão e um sorriso sem graça estampado em sua face.
- É. Me desculpe por ter ido embora sem te falar nada. Você estava com aquela... - rosnei. Não pude evitar. Sem graça, continuei - ...garota, eu não quis atrapalhar.
- Ficamos conversando um bom tempo, quando te procurei não vi mais. Achei estranho, mas... Er... Fiquei até o final da sessão conversando com ela e a gente resolveu ir para uma boate desconhecida. Depois não me lembro de muita coisa, senão de ter vomitado no jarro de Eduardo e acordar na minha cama. - confessou ele. Suspirei. Senti uma pontada de desapontamento e logo percebi que murchei a cara. Tentei me redimir.
- Er... Pensei que você não ia dormi em casa, e não quis ser uma pedra em seu caminho... - sorri, com desânimo. - Por quê você não está com ela?
- Pra falar a verdade, nao sei exatamente como aconteceu. Só me lembro de ter visto ela fazer um escândalo quando a queixei... Saí e fui me divertir. Deixei a louca sozinha. - sorriu maliciosamente, de um jeito que só ele sabe fazer. - Meu deus... Ele me fazia suspirar até quando estava pálido.
- Bom, legal que você se divertiu... - falei triste, lembrando-me do sonho.
- Sinceramente? Não sei... Não me lembro!? - disse rindo e comecei a rir também.

Ele me olhou, deu outro beijo na testa e se levantou, saindo do quarto. De repente, ele gritou do nada "VAMO COMER!!!". Eu ri.

[Fim da PARTE V]

Hidden&Desire pt;4 - Luke's turn


Parte IV:

Minha cabeça latejava. Eu abri o olho, doeu, então fechei de novo. Que diabos eu tinha feito? Eu não sei. Só sei de uma coisa: sobrevivi. Estava em minha cama, e não sabia como havia chegado lá, na verdade, não sabia nem como havia chegado em casa. Finalmente abri os olhos e vi uma coisa que não esperava: Nancy, na poltrona ao lado de minha cama, dormindo. Ela respirava tão sutil e tranquila, que parecia um anjo. Seu cabelo estava enrolado nas pontas como de costume, e ela estava em uma cor lívida.

Estava confuso, o que tinha acontecido na noite passada? Minha cabeça doía demais. Uma coisa subiu do estômago para a garganta. Precisava de um banheiro urgente. Corri, botei tudo para fora, lavei a mão, escovei os dentes e fui na cozinha.

Água. Precisava urgentemente de água. Abri a geladeira e peguei-a para beber no garrafão mesmo. Sentei e comecei a pensar no que poderia ter acontecido. Devagar, minha mente começou a liberar alguns fatos.

Eu estava com Júlia, a menina que conheci na noite de autógrafos, em uma boate no centro da cidade. Ela estava dando em cima de mim a todo o tempo, e como de costume, tinha flertado com ela também. Estávamos dançando, e eu perguntei-a se queria ficar comigo. Ela fez um escândalo, falou que tinha namorado e que eu não podia fazer isso. Dei meia volta e não ouvi mais nenhuma palavra do que dizia. Sentei no bar e pedi um whisky com gelo, peguei-o e voltei para a pista. Tomei mais quatro ou cinco doses até a hora que me lembro. Depois? Aí eu ja estava no meu quarto vomitando. Não sei como voltei, nem a que horas.

Passara uma hora desde que havia me sentado à mesa. Resolvi checar quanto gastei. Levantei, peguei minha carteira e dirigi-me ao quarto em silêncio, para não acordar Nancy. R$178,40 era o valor que o comprovante do cartão de crédito me mostrava. Pensei: "CALMA!". Tinha chance de eu não ter feito merda. Mas... Se tivesse? Iria fingir que não lembrava. Ei... Fingir? Eu não lembrava mesmo!

Voltei para o quarto e sentei-me na beira da cama encarando Nancy. Sua posição na poltrona parecia desconfortável e os olhos estavam aparentemente tranquilos. Será que havia cuidado de mim? Porque estava aqui? Não sei se ela me ajudou ou não, mas tenho quase certeza que sim porque havia panos e produtos de limpeza no banheiro e eu costumo fazer lambança quando estou bêbado. "Ela é um anjo", pensei. Agachei lentamente e a coloquei com extrema delicadeza em sua cama, deslizando o lençol com o maior esforço para não acordá-la. Sentia que devia isso pra ela. Antes de levantar para ir embora, dei-lhe um beijo na testa. Lá estava ela, abrindo seus olhos

[Fim da PARTE IV]

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Hidden&Desired - pt;3 - Perguntas


PARTE III:

Enquanto caminhava pelas ruas de Ipanema, observava a noite. Era uma noite clara, e as estrelas brilhavam como se quisessem jogar um pouco de seu brilho na cidade. Olhar isso era a única coisa que me acalmava. Meu rosto estava corava do frio que aumentava me fazendo apressar o passo.

Em menos de dez minutos cheguei em casa. Entrei devagar. O cheiro de hortelã entrou em minhas narinas, me fazendo relaxar. Desde que Eduardo se foi, o lugar parecia vazio, estranho. Era como se as suas coisas tivessem ficado, incluindo seu bom gosto para aromatizantes de ambiente. Luke e eu tivemos que arrumar tudo para a entrevistar um provável novo colega de quarto. Ele chegaria na próxima semana, por isso, usar aromatizantes não era nenhum pecado.

Meu coração disparou só de pensar em Luke. Já era a terceira vez que me pegava pensando naqueles olhos. Estava preocupada em esquecer de respirar, tamanha a distância que eu assumia da realidade nestes momentos. Não, não e não, não estou apaixonada de jeito nenhum. Estava convencida que sentia apenas uma atração e nada mais, tanto porque, é impossível se apaixonar por alguém quando mal fala com essa pessoa, e só está conhendo-a agora.

De repente, ouço o barulho da porta se abrir.

- MERDA! - berrou Luke, com cara de ódio. Os seus olhos cor de mel pairavam sobre meu rosto. Eu tive medo, pois sua cara lembrou-me do sonho que eu havia tido a minutos atrás.
- A-aconteceu alguma coisa, Luke? - gaguejei. Me senti trêmula, e então tomei coragem e olhe firme pra seus olhos. Ele cedeu.
- Me desculpe, Nan. - gemeu ele. - Não foi a minha intenção te assustar.

Luke pegou em meu rosto com a mão direita. Me arrepiei. Ele me tocando, trouxe uma sensação boa. Luke me olhou como se eu fosse a melhor coisa que tivesse acontecido com ele. Luke estava bêbado.

A decepção tentou vir, mas eu não a deixei. Luke começou a cambalear um pouco e caiu de lado. Não tinha jeito. Era preciso esquecer essas sensações. Ajudei-o a levantar, e o coloquei na cama, arrumado como uma criança para dormir. Apaguei a luz e, quando me virei, ele falou meu nome praticamente num sussurro:

- Nancy!
- O que foi? - olhei para ele, surpresa.
- Fica comigo.

Sentei na poltrona ao lado da sua cama, e lá fiquei até perceber que ele havia dormido. O que será que aconteceu para Luke ficar tão bêbado? Porque ele pegou em meu rosto? Tantas perguntas e poucas respostas. Precisava dormir, mas estava com medo de sonhar de novo. Passei a noite em claro pensando em respostas para perguntas infinitas. Uma coisa eu sabia: Não poderia me entregar tão facilmente a esse sentimento.

[Fim da PARTE III]

Hidden&Desired - pt;2 - Memórias


Hidden&Desired - pt;2 [Memories]

PARTE II:

Parada em frente a cama de meus pais, estava assustada. Eu não conseguia falar, as palavras pareciam perdidas na minha mente e eu não sabia seus significados. Berrei. Minha mãe, com um pulo, levantou e me abraçou, ainda atordoada, sem saber as respostas de tantas perguntas que ela fez sobre esta situação. Consegui tirar uma palavra da boca.

- "Balulho" - gemi. Não era a palavra, mais era parecida.
- Meu bebê tá aprendedo a falar -susurrou Mariana, minha mãe.
- ''Mamama..." - gemi de novo. - "balulho".

Minha mãe não parecia entender o que eu estava querendo dizer. Comecei a chorar. Soluçava e não sabia porque estava assim. Acabei acordando meu pai. Não cheguei a ver sua reação, mas eu ouvi muito barulho quando ele me expulsou do quarto, e puxou minha mãe. Ouvia gritos e mais gritos, e então, silêncio. De repente, um grande estouro tomou conta da casa, e uma batida, como se algo ou alguém tivesse batido no chão.

A porta se abriu. Meu pai, com aquele olhar sangrento e agressivo que ele tinha, me puxou. Eu abracei ele, com intenção de procurar conforto e segurança. Senti-me sendo colocada na cama onde ele e minha mãe dormiam. Uma água vermelha estava no chão, mas não liguei muito, eu estava mais feliz porque papai parecia estar brincando comigo pela primeira vez. Ele parecia estar tirando algo, percebi que era seu pijama.
- Vamos para praia, papai? - perguntei. Havia um sorriso malicioso na cara dele. Um sorriso que eu nunca vira no rosto de ninguém.

Ele tirou seu pijama, e logo depois começou a tirar o meu. Eu não entendia, o que ele iria fazer? Eu não usava mais fralda, havia crescido. Tinha oito anos, era mais que sete. Comecei a sentir um frio subir em minha barriga. Algo estava errado. Meu pai pegou uma venda e cobriu meus olhos, eu comecei a chorar, a me rebater, mas o corpo dele sobre o meu era mais pesado. Machucava muito, e ele não parava, e eu chorava. Onde estava minha mãe? Nem seu nome ela respondia. De repente, não consegui fazer mais nada, a não ser gritar, mais não era de dor. Senti repulso de mim mesma, e eu não sabia porque.

Comecei a ouvir um barulho, um barulho muito forte, alguém gritava... O que estava acontecendo? O ônibus freiou bruscamente. Fui jogada de cara contra a cadeira da frente. Uma dor aguda subiu, mas não era nada insuportável. Parei e então, gelei. Foi um pesadelo.

- Parada! Ipanema - berrava o motorista do ônibus. - PARADA! IPANEMA!

Eu suava frio, minhas mãos estavam tremendo. Estava em choque. O passado foi reelembrado em um sonho tão real, que senti que estivesse acontecendo tudo de novo. Eu levantei, trêmula. Meus joelhos pareciam gelatina e tive medo de andar. Mas o medo de ficar era bem maior, andei o mais rápido possível. Voltar sozinha da noite de autográfos não foi uma boa idéia!

[Fim da II PARTE]

Hidden&Desire - pt; 1 - Noite de Autográfos

Bem-Vindos, a minha página da web.
Eu escrevo poemas e escrevo histórias, mais para desabafar o que eu sinto. Comecei com uma história criada por mim, e conto com a ajuda de alguns amigos. Serão dividas em partes, e pode ser que a segunda demore a vir. Bom, espero que gostem! ;D

HIDDEN&DESIRE - SINOPSE:
Um drama adolescente que conta a história de Lucy, uma garota sufocada com seus problemas que finalmente começa a se ajustar. Só que de algum modo, o passado dela volta a tona, e ela tem que lidar com isso com maturidade. Além disso, tem que lidar com o triângulo amoroso entre ela e seus dois colegas de apartamento, sendo que ela está bem no meio.
. Leia para saber o que vai acontecer! ;D
ENjOy
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PARTE I:

Não podia acreditar que com um simples olhar que já me via cambaleando dentre as estrelas. Ele me fazia pular, e fazia o meu coração pular, mesmo sem o meu comando. Ele ainda não tinha chegado, e eu não sabia quando iria chegar. Toda pessoa que entrava no salão, eu olhava. "Será que é ele?", pensava comigo mesma. E quando olhava, decepcionada voltava ao meu lugr imaginando o que ele poderia estar fazendo, ou pensando.

O horário ia passando, e o salão ficando mais cheio. Não seria mais possivel guardar um lugar pra ele. De repente, uma garota, aparentando a mesma idade que a minha, um pouco mais velha talvez, entra no local. Seus olhos verdes ofuscantes olharam na minha direção,e as ondas de seu cablo cor de mel balançavam de acordo com o movimento de seu corpo delineado. Ela andava mantendo a pose, com uma saia jeans, que poderia ser considerada ''mini'', e uma blusa básica rosa choque, sem estampa nenhuma. Ela era linda.

Ás oito horas da noite exatamente, ele entrou, com seu cabelo castanho escuro, cor de molho madeira, e seus olhos castanhos mel, que me olhavam com um certo entusiasmo, sendo logo acompanhados pela boca, que soltou um enorme sorriso. Meu coração batia muito forte como se estivesse quase saindo por meu peito. Porque eu sentia isso quando o via? Moro com ele a cinco anos, e nunca o conheci realmente. Ele não era lá grande coisa. Simplesmente um garoto comum, considerado bonito, mas não aquela grandeza toda. Cada vez que sentia ele se aproximar, um sorriso sem graça e abobado subia em minha face e eu não sabia se eu aceitava ele, ou se o reprimia.

- Hey, Nancy! - disse ele em um tom agradável. Eu reprimi o meu sorriso.
- Hey, Luke. Como você está? - perguntei. Algo estava diferente nele... Ele me olhava estranho, curioso.
- Eu estou bem. Nan, o que você fez no seu cabelo? - olhou ele com uma cara de dúvida.
- Cortei. Por quê? Não ficou bom?
- Ficou incrível. Quem é aquela alí? - perguntou ele com uma cara de idiota apaixonado.

Eu sabia. Essa garota ia causar problemas. Ela é simplesmente linda. Eu não sabia quem ela era, não sabia de onde era, e não sabia o porque dela estar aqui.

- Não sei, Luke. Pergunta! - disse eu, tentando ao menos dar um sorriso, por mais falso que parecesse.

Ele levantou, beijo minha cabeça, e saiu. "Guarde o meu lugar", foi a última coisa que ele disse.

Nós estavamos a metros de distância, e já haviam passado quatro horas. Para me distrair, observei o lugar onde me encontrava. Cadeiras, umas cem no total. O salão era imenso e parecia só conter adolescentes. Sessão de autográfos nunca é fácil para nenhum artista, e o hoje era o dia do Roger Waters aparecer por lá. Sim, Roger Waters no Rio de Janeiro. Uma multidão ecoava na frente de um monte de mesas, e em cada mesa um integrante de banda assinava seu nome. Lá estava Luke com aquela garota linda ao seu lado, ambos rindo, provavelmente de alguma brincadeira que ele fizera. Observei-o. Resolvi me mandar, porque alguém provavelmente não iria dormir em casa hoje.

[fim da primeira parte]